Com medo de viver minha vida, eu prefiro adormecer.
Madrugada estúpida insone. Madrugada devoradora de fôlego.
Na madrugada meus pensamentos me consomem viva.
Eles tomam conta de mim, e me deformam.
Quero dormir.
Quero sonhar.
Quero viver.
Quero morrer.
Quero parar de pensar.
Madrugada tola, porque você me deixa só?
Enquanto a lua tenta iluminar a minha cara zonza
Enquanto meus olhos débeis seguem a luz
E minha cabeça atordoada me martela internamente.
A energia que eu não possuo se esvai,
sem esperanças de acordar feliz em um novo dia.
Que novo dia?
Madrugada maldita, me embale com a sua canção louca
Me livre de pelo menos uma lógica
E me deixe caminhar pelo labirinto vasto e borrado
Embaçado
Imaginado pela minha inconsciência perdida.
Madrugada tola, me deixe respirar
Ar imaginário.
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