domingo, 23 de outubro de 2011

Velharia I

Isso é algo que eu escrevi faz muito tempo, numa súbita vontade. Escrevi sem apagar ou mudar nada, em curtos três minutos. E guardei com descaso.



Falta o ponto final no caminho
Sem destino, sem corrida
Guardo o fôlego encostando na vida
Inerte como a pedra que o vento não corrói
a água não leva, a chuva não ensina
E o fôlego eternamente desperdiçado
Balança minha cabeça de modo retardado
O vão da minha própria mentira
Incrustada nos pés e mãos sem vida
Encostada na vida
sem corrida
morta.

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